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Sexta, 25 Julho 2014
MINISTÉRIO PÚBLICO ACUSA FRANCISCO ARVANA DA MORTE DE CARLOS ANDRADE

O jornal Brados do Alentejo, publica hoje uma reportagem sobre a morte do mediador de seguros Carlos Andrade ocorrida há quatro anos. Segundo se pode ler no jornal, o Ministério Público ja deduziu a acusação e aponta o empresário estremocense Francisco Arvana como executante do crime.

O documento do MP a que o jornal teve acesso refere que "Francisco Arvana estaria desconfiado, tempos antes do crime, que a mulher mantinha uma relação extraconjugal com o mediador". O mesmo documento diz também que o empresário terá feito vários telefonemas à vítima "a fim de conseguir por termo à relação".

Ainda segundo a acusação, terá sido combinada uma reunião para o dia do crime (11 de Julho) às 20 horas no escritório da vítima. De acordo com o MP, testemunhas viram o carro do empresário estacionado no Rossio Marquês de Pombal junto ao edifício da mediadora e onde ocorreu o crime, poucos minutos depois das 20 horas.

Para a acusação, "o empresário terá ido ao escritório munido de uma caçadeira, bateu à porta e terá esperado que Carlos Andrade abrisse a porta para disparar, à queima-roupa, um tiro fatal", pode ler-se no ja referido jornal.

Após as investigações da PJ, Francisco Arvana é acusado de homicídio qualificado e pode incorrer numa pena de 12 a 25 anos.

EMPRESÁRIO GARANTE ESTAR INOCENTE

Ouvido pelo jornal Brados do Alentejo, Francisco Arvana recusa todas as acusações e afirma ser inocente. O empresário diz mesmo que estaria a trabalhar na sua empresa à hora do crime e que toda a gente em Estremoz sabe que ele nunca pegou numa arma.

O empresário diz ainda que esta é uma história " que os senhores da Polícia Judiciária inventaram" e que "tudo o que está na acusação é mentira". Francisco Arvana deixa ainda a garantia de que vai provar a sua inocência em tribunal.

JOSÉ CARTAXO ESTÁ ACUSADO DE FAVORECIMENTO PESSOAL

Segundo o Ministério Público, o informático José Cartaxo terá auxiliado Francisco Arvana a adulterar o registo computorizado das imagens das câmaras de vigilância do local onde, presumivelmente, o empresário terá dito aos investigadores ter estado à hora do crime ( as instalações da empresa de que é propriétário).

Também ouvido pelo jornal Brados do Alentejo o informático nega as acusações, diz ser inocente e afirma acreditar na Justiça.